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Fernando de Noronha somente foi definitivamente ocupada a partir de 1737, depois da expulsão dos franceses que se haviam apoderado da ilha um ano antes. Considerando o perigo que representava para o Brasil a existência de um arquipélago estrategicamente localizado em meio à travessia do Atlântico, Portugal, através da Capitania de Pernambuco, resolveu fortificá-lo convenientemente. Para isso, foram erguidas fortificações em todos os pontos estratégicos, onde fosse possível o desembarque, evitando assim a abordagem por navegadores, como vinha ocorrendo desde o século XVI.

Dez fortes foram construídos, sendo nove na ilha principal (a única habitada) e apenas um numa das ilhotas rochosas, localizada diante do porto de Sto. Antônio, com a função específica de defender o principal ancoradouro natural existente.

Desses, apenas a Fortaleza de Nª Sª dos Remédios foi tombada pelo IPHAN, em 1961, ficando os demais exemplares do sistema de defesa fora do processo. Só a partir do "Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha", é que foi encaminhada, pela sua coordenação, o pedido de tombamento de todo o sistema.


Conheça aqui os sítios arqueológicos das principais fortificações noronhenses.

Forte Santo Antônio

1 - Forte Santo Antônio

Descrição:
Construção iniciada em 1737, em forma de quadrilátero irregular. De acordo com a planta original, contava com 10 peças de artilharia para defesa da enseada de Santo Antônio, ancoradouro natural.
Localidade: Porto de Santo Antônio
Logradouro: Rua Joaquim Ferreira


2 - Forte São Pedro do Boldró

Descrição:
Não se conhece o ano exato em que foi erguido, tendo a forma de um trapézio. Possuía três baterias para defesa do trecho da costa chamada "mar-de-dentro", entre o Morro do Pico e o Morro dos Dois Irmãos.
Localidade: Basinha
Logradouro: Alameda do Fortim

Foto: Arquivo da Administração

3 - Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios

Descrição:
É a maior fortificação de todo o sistema defensivo do século XVIII implantado pelos portugueses. Está localizada sobre uma colina, entre o porto de Santo Antônio e a Praia do Cachorro. Sua implantação foi definida a partir de uma ponte sobre o Riacho Mulungu e uma estrada, que segue todo o flanco da colina até suas muralhas. Esta fortaleza foi montada sobre um primitivo reduto holandês, erguido em 1629. Abrigou correcionais no tempo do presídio comum e do presídio político, bem como soldados durante a II Guerra Mundial.
Localidade: Vila dos Remédios
Logradouro: Estrada Velha do Porto

4 - Forte Nossa Senhora da Conceição

Descrição:
Construção iniciada em 1737, com planta quadrada, defendia a enseada da Praia do Meio e da Conceição. No final do século XIX, sobre as ruínas da fortificação, foi erguido um hospital.
Localidade: Praia do Meio
Logradouro: Estrada da Praia do Meio

5 - Reduto Sant'Ana

Descrição:
Fortificação construída em meados do século XVIII, foi desativado no final do mesmo século para se transformar em Quartel da Marinha. Uma rampa, descendo até a Praia do Cachorro, permitia que ela fosse utilizada como porto.
Localidade: Vila dos Remédios
Logradouro: Praça do Cruzeiro


6 - Forte São João Batista dos Dois Irmãos

Descrição:
Fortificação construída em meados do século XVIII, na forma de um trapézio, com artilharia para seis peças.
Localidade: Vila da Quixaba
Logradouro: Trilha Baía dos Porcos


7 - Forte São Joaquim do Sueste

Descrição:
Construído no século XVIII, em forma de quadrado, possuía três baterias com seis peças para defesa da Baía do Sueste.
Localidade: Baía do Sueste.
Logradouro: s/nome


8 - Forte São José

Descrição:
Construído entre os anos de 1758 e 1761, tinha a função de impedir o desembarque nas ilhas secundárias (Rasa, Rata, do Meio e Sela Gineta), bem como na Baía de Santo Antônio.
Localidade: Ilha São José
Logradouro: inexiste



9 - Casa Vizinha ao Memorial Noronhense

Residência de funcionário do presídio
Descrição:
Uma edificação sólida, da qual existem imagens fidedignas, serviu como residência de pessoal de comando do presídio comum que funcionou na ilha.
Restaurada, permitiria a recomposição da cenografia do pátio da igreja, melhorando a leitura de toda a área urbana localizada em frente à ela


Casa de Banho
10 - Casa de Banho

Descrição:
À margem do Riacho Mulungu, cacimbas serviam à comunidade carcerária residente e, a partir de 1942, aos militares, que construíram uma espécie de lavanderia comunitária local. Existiu ainda, no séc. XIX, um banho público, com casa apropriada, destinado aos empregados do presídio.
Estado de conservação: depósito arqueológico intacto.
   

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