Através dos séculos, a solidão
e o isolamento dos que viviam em Fernando de Noronha despertou
a fantasia desses homens, fazendo surgir lendas que atravessaram
os tempos, falando de mulheres sedutoras, de figuras ameaçadoras,
de castigos, de piratas invasores, de tesouros escondidos
em cavernas ameaçadoras, de figuras míticas,
de morte, etc.
A análise desses mitos reflete vários momentos
históricos e políticos da ilha, deixando um
"rastro de verdade" na fantasia que os gerou.
A maior parte dessas lendas vem do tempo do Presídio
Comum, remontam, possivelmente, do século XVII aos
dias atuais. Simbolizam os medos e desafios desses presos,
tão distantes do continente.
Essas histórias fazem parte do consciente cultural
da ilha, tendo sido registradas em diversos momentos, por
pesquisadores de muitos estados, chegando aos dias de hoje
pela memória, pelo cancioneiro popular, pelas expressões
da música e da poesia.
Todo esse universo foi coletado, analisado, sistematizado
e disponibilizado ao público com a publicação
da obra Fernando de Noronha: lendas e fatos pitorescos,
de autoria de Marieta Borges Lins e Silva, na qual estão
realçadas as lendas mais importantes.
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