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29/09/2020 - Estudo epidemiológico em Fernando de Noronha entra na terceira fase

A terceira fase do estudo epidemiológico em Fernando de Noronha foi iniciada esta semana, com a aplicação de questionários aos moradores do arquipélago que fazem parte da pesquisa. O trabalho é feito com a participação de pesquisadores, agentes comunitários e de endemia, integrantes da saúde e da educação da ilha. O estudo, que foi iniciado em maio, avalia a presença e a circulação do novo coronavírus na ilha e fornece evidência para orientar ações de vigilância e controle da doença, além de apoiar o monitoramento da Covid-19 na comunidade durante a retomada das atividades sociais e econômicas na ilha.

Participam da pesquisa em torno de 900 moradores, homens e mulheres, de diversas faixas etárias, de todas as regiões da ilha. Os participantes são entrevistados pelos pesquisadores e fazem testes para detecção do vírus, em todas as fases do estudo. São realizados dois tipos de exames: o RT-PCR, que coleta secreções do nariz e da garganta e que identifica a doença na sua forma aguda, e o exame sorológico, realizado a partir da coleta de sangue, para identificar se a pessoa já teve a doença e desenvolveu anticorpos.

“Neste momento de retomada do turismo na ilha, a colaboração da população que participa da pesquisa é essencial para que a comunidade de Fernando de Noronha continue sendo monitorada e acompanhada, e possa retomar as atividades econômicas e sociais na ilha com segurança”, diz Fernando Magalhães, superintendente de Saúde da ilha.

Ao longo das duas primeiras etapas do estudo foram realizados mais de 1,7 mil testes, o que representa mais de um terço da população da ilha. Na primeira fase, 42 casos foram identificados pelo estudo. Na segunda fase, a pesquisa encontrou mais 4 casos, todos já curados, com anticorpos para a Covid, diagnosticados a partir do exame sorológico rápido. Todos os exames do tipo RT-PCR realizados na segunda fase foram negativos. Ou seja, mesmo após o retorno de moradores ao arquipélago, em junho, não se detectou a doença na fase aguda, sugerindo ausência de transmissão comunitária em Noronha.

Desde o início da pandemia, as medidas de enfrentamento e controle da Covid-19 adotadas em Fernando de Noronha vêm sendo acompanhadas pela Secretaria Estadual de Saúde e por um grupo de pesquisa que apoia as decisões da administração e realiza o estudo epidemiológico intitulado “Incidência e Prevalência da COVID-19 em Fernando de Noronha”.

“Se consideramos os exames realizados pela equipe de vigilância em saúde da ilha e os exames da pesquisa, se Fernando de Noronha fosse um país isolado, estaria entre os seis do mundo que mais testa sua população por RT-PCR, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo site worldometer que monitora a realização de exames na população de todo o mundo (https://www.worldometers.info/coronavirus/)”, comenta Regina Brizolara, tecnologista na área de doenças transmissíveis, especialista da Secretaria Estadual de Saúde.

O estudo, aprovado na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), foi distribuído em cinco fases. A quarta e quinta fase do estudo epidemiológico vão acontecer em novembro e maio de 2021, respectivamente.

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