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20/06/2020 - Bares, restaurantes e lanchonetes voltam a funcionar em Noronha com capacidade reduzida

A Administração de Fernando de Noronha começa a colocar em prática a partir da sexta-feira (26/06) o protocolo para reabertura de bares, restaurantes e lanchonetes da ilha. A liberação para funcionamento dos estabelecimentos se dá por conta do controle da incidência da Covid-19 no arquipélago. Noronha não tem mais casos da doença, possibilitando a antecipação dessa fase do Protocolo Setorial do Governo de Pernambuco, na ilha.

Assim como o comércio varejista, clínicas médicas, salões de beleza, estética e treinos esportivos, que já voltaram a funcionar na ilha, os serviços de alimentação reabrem quase três meses depois do fechamento das atividades comerciais em Noronha e, como as demais, terá que seguir um protocolo com regras para distanciamento social, higiene, comunicação e monitoramento.

“Aos poucos, mas seguindo critérios rigorosos, vamos retomando as atividades em Noronha. No entanto, é preciso cautela, porque ainda estamos enfrentando uma pandemia severa no continente. Qualquer descuido e seremos atingidos novamente pelo vírus. Então, o momento pede precaução e cuidado por parte dos donos dos estabelecimentos e também dos clientes, para que a gente possa continuar sem percalços na ilha. Tudo irá depender de como cada um vai se comportar a partir dessa nova realidade que estamos vivendo”, comenta Guilherme Rocha, administrador de Fernando de Noronha.

O atendimento presencial, por exemplo, só poderá ocorrer com 50% da capacidade do local, com os clientes tendo que obedecer entre eles a distância de 1,5 metro (no mínimo), mas com demarcações nos pisos, mesas e filas do caixa. Nos guichês de atendimento ao público, a recomendação é que sejam colocados barreiras de proteção em vidro ou acrílico, para proteger os funcionários e clientes, e a utilização de máscaras por parte de todos os trabalhadores. Além de facilitar a entrada e saída dos clientes, por portas específicas para cada função. Os donos dos estabelecimentos precisam, inclusive, definir a distribuição dos turnos dos funcionários para não concentrar muita gente nos mesmos horários. É proibida a realização de eventos para evitar aglomeração nos estabelecimentos.

No aspecto da higiene, os locais devem passar por limpeza constante a cada duas horas, os cardápios devem ser plastificados para que possam ser desinfectados, os temperos, palitos e adoçantes precisam ser disponibilizados em sachês individuais, entre outras práticas.

Para informar as novas regras de atendimento, os proprietários de lanchonetes, bares e restaurantes precisam informar aos seus clientes, por meio dos próprios canais de comunicação como redes sociais e mídia interna, as orientações do Governo Estadual. Também é necessário acompanhar diariamente a saúde dos funcionários. Caso algum deles apresente sintomas, deverá ser afastado do trabalho e encaminhado para atendimento médico.


Confira abaixo o protocolo para funcionamento dos serviços de alimentação

Este documento visa estabelecer uma série de recomendações para a aplicação de medidas preventivas devido ao COVID-19 ao segmento de alimentação – bares, restaurantes e lanchonetes. Contém orientações específicas para o setor, que deve ainda respeitar o Protocolo Geral do estado de Pernambuco para todas as atividades em funcionamento.
Este protocolo não exaure todas as medidas cabíveis aos estabelecimentos, esses deverão, ainda, atender as demais medidas regulatórias estabelecidas pelos órgãos públicos responsáveis assim como orientações de conselhos profissionais.

FASE 2 – Atendimento presencial com 50% da capacidade
Os estabelecimentos estão autorizados com 50% do total de mesas e cadeiras permitidos no estabelecimento.


DISTANCIAMENTO SOCIAL

1. Fica proibida a realização, nestes estabelecimentos, de eventos tipo shows, apresentações e similares, que possam gerar aglomeração de pessoas;

2. Facilitar a entrada e saída de clientes ampliando, se possível, o número de acessos. Se o estabelecimento tiver mais de uma porta, considerar instituir portas exclusivas para entrada e portas exclusivas para saída dos clientes;

3. Manter distanciamento mínimo entre as mesas de 1,5 metro. Para locais com mesas fixas ou na impossibilidade de remoção, interditar as mesas de forma alternada, comunicando visualmente quais estão livres e interditadas;

4. Manter distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas, com demarcação no piso, nos locais de espera e filas de caixas.

5. Avaliar a redução do número de trabalhadores envolvidos no processo de separação do produto, higienização e entrega a cada cliente;

6. Avaliar a possibilidade de definição de turnos diferenciados ou zonas separadas de trabalho, para evitar aglomerações;

7. Evitar reuniões presencias com trabalhadores. Se imprescindível, fazer em locais abertos e mantendo a distância de segurança;

8. Evitar aglomerações nos intervalos. Estabelecer capacidade máxima em áreas comuns. Distribuir e coordenar intervalos entre diferentes setores;

9. Revisar as rotinas de recebimento de mercadorias e limitar o contato pessoal onde as mercadorias são recebidas ou manipuladas;

10. Reduzir e controlar rigorosamente o acesso de pessoas externas às áreas de produção e manipulação de alimentos, incluindo fornecedores.

11. Trabalho que requer proximidade pessoal entre trabalhadores deve ser minimizado. Trabalho desta natureza deve ser planejado e gerenciado para estabelecer um sistema de trabalho seguro;

12. É recomendado aos guichês de atendimento ao público nos pontos de coleta ter anteparos de vidro ou acrílico para proteção das pessoas ou a utilização de máscara full face (proteção facial de acrílico) como barreira de proteção.

13. As mercadorias para coleta e entrega devem estar em local com controle exclusivo do estabelecimento, não devendo estar expostos para retirada direta pelo prestador de serviço ou cliente.


HIGIENE

1. Todos os funcionários, deverão estar utilizando máscaras;

2. Reforçar a limpeza e a desinfecção das superfícies mais tocadas (mesas, balcões, teclados, maçanetas, botões, etc.) e banheiros a cada duas horas;

3. Deve ser disponibilizado a funcionários e clientes, em todos os pontos de entrada e de atendimento, álcool 70%;

4. Reforçar boas práticas na cozinha e reservar espaço para a higienização dos alimentos de acordo com o Programa Alimento Seguro (PAS) ou outro protocolo similar;

5. Organizar os cardápios de forma a serem plastificados ou impressos em material que possibilite a higienização após cada novo atendimento;


6. Oferecer temperos como sal e pimenta, além de itens como palitos de dente e adoçantes em sachês individuais.

7. Em caso de existência de bufê no restaurante, os alimentos devem ser cobertos por protetores salivares com fechamento frontal e lateral. Na modalidade self-service, os estabelecimentos devem disponibilizar luvas de plástico descartáveis no começo da fila, antes de pegar as bandejas e/ou pratos para que os clientes possam se servir. Ainda, devem os talheres ser disponibilizados em embalagens individuais;

8. Limpar mesas, cadeiras, superfícies de comer (bandejas) após o uso de cada cliente.

COMUNICAÇÃO E MONITORAMENTO

1. Utilizar intensivamente os meios de comunicação disponíveis para informar aos clientes sobre as medidas adotadas de higiene e precaução;

2. Utilizar todos os meios de mídia interna, assim como as redes sociais, para divulgar as campanhas e informações sobre a prevenção do contágio e sobre as atitudes individuais necessárias neste momento de crise;


3. O protocolo deve incluir o acompanhamento diário da sintomatologia dos trabalhadores;

4. Caso um trabalhador fique doente no local de trabalho com sintomas típicos do COVID-19, deve ser removido para uma área afastada de outros funcionários e clientes, assim como da área de alimento, até sua saída do estabelecimento para atendimento médico;

5. Definir orientações claras de uso e limpeza dos banheiros para garantir que eles sejam mantidos limpos e o distanciamento social seja alcançado o máximo possível.

Texto: Ney Anderson

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