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26/11/2019 - Administrador de Noronha participa de reunião na Alepe para apresentar detalhes do projeto Carbono Zero

A Assembleia Legislativa de Pernambuco promoveu uma reunião extraordinária, proposta pela Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade, para debater sobre o projeto Noronha Carbono Zero, criado pela Administração do arquipélago, que pretende proibir em 2022 a entrada de veículos à combustão na ilha e também vetar a circulação e permanência a partir de 2030 de veículos movidos a gasolina, diesel e outras substâncias que emitam gás carbônico na atmosfera.


O administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, foi convidado para apresentar detalhadamente os principais pontos do projeto aos parlamentares, que faz parte das metas do Programa de Sustentabilidade Noronha + 20, que inclui ainda o decreto Plástico Zero, que proíbe a utilização, uso e comercialização de diversos tipos de plásticos descartáveis.


Os principais questionamentos dos deputados acerca do Carbono Zero recaíram sobre o valor dos automóveis elétricos e o consumo para recargar as baterias. No entanto, Guilherme Rocha, destacou que o veículo elétrico consome menos do que um chuveiro elétrico, gerando inclusive, uma diminuição considerável em comparação aos custos com combustível que os taxistas gastam por exemplo. Algo em torno de R$ 3.500 por mês, que pode cair para R$ 50 com o veículo elétrico.


Dessa forma, a compra de um veículo nas especificações do Carbono Zero não vai gerar gastos elevados acima do normal, justamente por conta da economia no abastecimento. Além disso, o transporte dos carros elétricos do continente até a ilha será com frete grátis. Segundo o administrador, a tendência é que gradativamente a energia na ilha seja solar e gratuita. Até 2030 nove ecopostos públicos serão implantados em Noronha.


“É um projeto importantíssimo para que a gente comece a pensar nas gerações futuras, através da preservação do meio ambiente. Toda a comunidade precisa abraçar e entender o real objetivo do Carbono Zero”, destacou Guilherme.


O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Anderson Florêncio, destacou o cumprimento do papel do Poder Legislativo no processo de discussão e elaboração da norma. “O Projeto de Lei chegou e nós estamos discutindo a legalidade, a legislação. Por isso fomos fiscalizar indo lá em Noronha para saber o que de fato está acontecendo e escutar a população. Então, os três pilares que compõe o legislativo, fiscalizar, legislar e representar, estão sendo feitos pela Comissão de Meio Ambiente”. A matéria, inclusive, já foi aprovada pelo colegiado de Justiça da Alepe e pelo de Finanças.


Além de Guilherme Rocha representando Noronha, também esteve presente Milton Luna, presidente do Conselho Distrital do arquipélago. Participaram os deputados Wanderson Florêncio (PSC), que preside a Comissão, o presidente da Alepe Eriberto Medeiros (PP), Sivaldo Albino (PSB), Tony Gel (MDB), Henrique Queiroz Filho (PR), Alberto Feitosa (SD), Roberta Arraes (PP), Clóvis Paiva (PP), Antônio Moraes (PP), Diogo Moraes (PSB), Isaltino Nascimento (PSB) e Waldemar Borges (PSB), e o ex-secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado Sérgio Xavier.

Texto: Ney Anderson

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