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11/01/2019 - Jogue Limpo com Noronha promove ações de sustentabilidade na ilha

A gestão ambiental vem sendo um dos principais pilares da Administração da Ilha de Fernando de Noronha. Depois da publicação no Diário Oficial do decreto que proíbe a entrada de plásticos e similares descartáveis no arquipélago, a Superintendência de Meio Ambiente dá continuidade a uma série de ações do Projeto Jogue Limpo com Noronha. Nos dias 15, 16 e 17 de janeiro, no auditório da Escola EREM Arquipélago, serão ministradas Oficinas de Compostagem (transformação de matéria orgânica em adubo), que tem por objetivo orientar moradores, turistas e comerciantes para o manuseio adequado dos resíduos, oferecendo um menor impacto ao meio ambiente.

Serão disponibilizadas 100 vagas para representantes de pousadas, bares e restaurantes regularizados, os quais receberão durante as oficinas, cartilhas explicativas e kit para realização da compostagem de forma descentralizada nos seus estabelecimentos. Demais interessados poderão assistir às oficinas.

Além da orientação teórica, haverá prática para demonstrar a utilização das composteiras. Para facilitar uma maior participação por parte de empresários e moradores, as oficinas serão disponibilizadas em três horários distintos: das 10 às 12h; das 15h às 17h, e das 19 às 21h. Para garantir vaga, basta enviar e-mail para o endereço meioambiente@noronha.pe.gov.br ou procurar pela bióloga Sandra Cadengue, no Palácio de São Miguel.

Para o administrador da ilha, Guilherme Rocha, a preocupação com o meio ambiente é algo fundamental, sobretudo porque o local é um santuário ecológico, que merece sempre atenção do poder público. “"Todas as ações que vêm sendo realizadas pela Administração estão coordenadas e têm como objetivo comum a melhoria do gerenciamento de resíduos sólidos na Ilha e a redução do volume de rejeito – resíduo que não pode mais ser aproveitado e que é destinado ao continente para aterro sanitário licenciado ambientalmente”.

A superintendente de Meio Ambiente de Fernando de Noronha, Daniele Mallmann, espera que a oficina atinja o maior número de participantes possível, pois isso poderá trazer um impacto positivo no gerenciamento de resíduos sólidos na Ilha, com consequentes benefícios à qualidade ambiental. Para Daniele, a ação é importante porque, além de promover a descentralização da compostagem, que permite o aproveitamento de resíduos orgânicos como adubos naturais em hortas e jardins, promove a conscientização de todos os interessados acerca da importância da separação dos seus resíduos na fonte.

“Em novembro do ano passado foram ministradas palestras com o objetivo de orientar sobre a importância e a forma correta de fazer a Coleta Seletiva; em dezembro, a Administração assinou decreto que proíbe a entrada, comercialização e uso de plásticos e similares descartáveis, objetivando a redução da produção de resíduos na fonte. Agora, a realização das oficinas vem para conscientizar as pessoas sobre a importância da separação dos resíduos na fonte e ensiná-las a reaproveitar os resíduos", afirma Daniele, lembrando que estão previstas novas ações durante todo ano.

Atualmente, os resíduos da Ilha de Fernando de Noronha são coletados nas vias urbanas e levados para a Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS). No local, é feita a separação dos recicláveis, orgânicos e rejeitos. Os resíduos orgânicos (compostáveis) e vidro são processados para reaproveitamento na Ilha, por meio da compostagem e trituração, respectivamente. Os demais são transportados para Recife, onde são encaminhados para reciclagem, segundo a tipologia ou para aterro sanitário licenciado ambientalmente, no caso dos rejeitos. Segundo o engenheiro agrônomo, Paulo Passos, que vai ministrar as oficinas, o processo de compostagem descentralizada causa um impacto positivo na economia e no meio ambiente.

"Se o tratamento dos resíduos sólidos for feito da forma correta em casa e nos estabelecimentos comerciais, vai reduzir naturalmente a quantidade de resíduos na Usina. Isso porque as pessoas já vão saber fazer o tratamento adequado. Faremos todo trabalho de conscientização e preparação dos resíduos sólidos na prática", explica Paulo.

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