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19/04/2018 - Curso sobre emergência aquática inicia ações para evitar acidentes com animais marinhos e afogamentos em Noronha

Com a aula prática em técnicas de salvamento, foi encerrado, na manhã desta quinta-feira, o curso “Emergência Aquática”, realizado entre os dias 16 e 19, no Arquipélago de Fernando de Noronha. O treinamento contou com a participação de 60 pessoas e faz parte do cronograma de ações de prevenção aos acidentes com animais marinhos, afogamentos devido a correntezas e queimaduras causadas pelos raios de caravelas e águas-vivas.

A capacitação, realizada pela Administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (ADEFN) por meio das Superintendências de Turismo, Esporte e Lazer e da Saúde, teve o objetivo de contribuir para a redução do número de incidentes aquáticos nos diversos cenários, onde ocorrem afogamentos.

De acordo com a superintendente de Turismo, Cultura e Esporte, Manuela Fay, o curso Emergência Aquática foi a primeira, entre as diversas ações educativas, que estão programadas para serem implementadas ao longo deste ano. De caráter interdisciplinar, a capacitação iniciada na última segunda-feira, dia 19, foi dividida em duas turmas, ambas com aulas realizadas das 8h ás 12h e das 14h às 18h, totalizando 20h/aula.



Ministrado pelo coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), André Ferraz e pelo cabo Jonhnathan Azevedo, o treinamento teórico aconteceu no auditório da Escola Arquipélago e o prático na Praia do Porto. O curso teve como púbico alvo os profissionais de saúde, guarda vidas, guias turísticos, esportistas, téci entre outros.

Na opinião da gerente de Urgência e Emergência, Daniela Gomes, a ideia surgiu diante da necessidade de capacitar os profissionais que trabalham com turismo, saúde, surfista, além de pessoas da comunidade noronhense para que possam identificar possíveis incidentes e realizar o resgate com segurança.

Segundo o coronel Ferraz, o afogamento é uma ocorrência que pode acontecer dentro de casa, nos rios e no mar. “Quanto mais a população estiver preparada para combater o afogamento, realizar o resgate e prevenir incidentes com animais, haverá redução nos custos com o tratamento”, revelou. Para se ter uma ideia, de acordo com o oficial, as despesas com um afogado podem chegar a R$ 210 mil mensais. Por conta disso, existe a necessidade de se criar uma cultura de profissionais multiplicadores de informação no meio aquático.

Na avaliação do aluno Ailton Flor, o curso foi excelente e extremamente importante, mesmo para quem já tenha feito treinamento semelhante. “É importante que a cada dois anos haja uma capacitação porque sempre existem novidades e novas ferramentas a serem utilizadas”, disse.

Conteúdo programático- Na programação, o curso contou com palestras sobre prevenção, resgate, suporte de vida ao afogado, perfil dos afogados, definição e mecanismo da tensão, classificação do afogado, ventilação e oxigênio. Os participantes também tiveram oportunidade de reconhecer situações críticas e traumáticas, cadeia de sobrevivência, reconhecer e acionar socorro, entre outros procedimentos, além de aulas práticas de salvamento na Praia do Porto.

O curso “Sobrevivência Aquática”, é resultado das reuniões realizadas pelo Grupo de Trabalho (GT) - formado pelo administrador geral da Ilha, Plinio Pimentel, de técnicos da Administração, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), do Corpo de Bombeiros Militar, e de representantes do trade turístico, moradores e pelo pesquisador Leonardo Veras – que tem por objetivo encontrar soluções para evitar incidentes nas praias paradisíacas de Noronha.

Texto: Josie Marja

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